Este é Carlos Laranjeira. Espero não me ter enganado na ortografia. Não sei se é com "g" ou com "j".

Este é um dos muitos moços, assalariados da CAP, que todos os dias, um pouco por todo o país, bradam pelos subsídios. Se chove muito, venham os ditos. Se há seca, venham mais uns milhares de euros. Se há granizo, se o Barca Velha é caro, se o biorritmo anda por baixo. Se...
Andam de Audi e BMW e Mercedes, todos diesel. Porque o gasóleo agrícola é ao preço da chuva. Jipes de preferência. A maioria não tem encargos com empregados. Porque, muito simplesmente, não os tem. São pagos, ainda hoje, à jorna. Sem descontos. Muitos destes, vieram de Leste. Trabalham como leões e chegados ao fim da "época", vão bardam....
São assim estes grupos. Os tais que organizam os protestos.
Imagino que, se amanhã, montar um negócio qualquer, também posso pedir subsídios para a electricidade, o gasóleo e para todas as mercadorias que não comprei nem nunca pretendi vender.
Um dia destes, estes trapaceiros também se vão queixar de dumping, tendo em conta os nabos, os grelos e as couves lombardas vindas da China que inundam o mercado.
Olhem bem para a cara do dito agricultor. E, vejam bem se ele não merece, muito simplesmente, um par de estalos.
Última hora: anda para aí um barulho dos demónios porque o Canadá decidiu expulsar alguns emigrantes lusos. Ilegais, se faz favor. Já agora: os brasileiros, romenos, ucranianos e outros que tais, apelidados simples e diariamente como "ilegais", não poderão ser também considerados como imigrantes, embora ilegais. Isto é: qual a razão da distinção mediática? Portugueses no Canadá são emigrantes, os outros, por cá, são simplesmente ilegais.
Já agora: será que também se vão manifestar reivindicando um subsídio?